As últimas 24 horas de Jesus

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Como Explicar as Divergências do Dia e Hora da Morte de Jesus?

Fonte: Adaptações do textos de pr.gonet.biz

Marcos 15:25

“Levaram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira.

Então lhe deram vinho misturado com mirra, mas ele não o bebeu.

E o crucificaram. Dividindo as roupas dele, tiraram sortes para saber com o que cada um iria ficar.

Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.

E assim estava escrito na acusação contra ele: O REI DOS JUDEUS.”

João 19:14

“Era o Dia da Preparação da semana da Páscoa, por volta do meio-dia. “Eis o rei de vocês”, disse Pilatos aos judeus.

Mas eles gritaram: “Mata! Mata! Crucifica-o!  “Devo crucificar o rei de vocês? “, perguntou Pilatos. “Não temos rei, senão César”, responderam os chefes dos sacerdotes.

Finalmente Pilatos o entregou a eles para ser crucificado. Então os soldados encarregaram-se de Jesus.

Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira ( que em aramaico é chamado Gólgota ).

Ali o crucificaram, e com ele dois outros, um de cada lado de Jesus.

Pilatos mandou preparar uma placa e pregá-la na cruz, com a seguinte inscrição: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.”

Verifica-se que o Evangelho de João apresenta, à Paixão do Senhor, cronologia um tanto diversa da dos Evangelhos chamados «sinóticos» (Mateus, Marcos e Lucas).

Os quatro Evangelistas concordam plenamente entre si ao assinalarem uma quinta-feira como dia da última ceia de Jesus e uma sexta-feira como data de sua morte. A dificuldade, porém, está na indicação do dia do mês: conforme os sinóticos (Mt, Mc e Lc), a quinta-feira era o dia 14 de Nisã (março/abril); a sexta-feira, por conseguinte, era o dia 15. Ao contrário, segundo o Evangelho de João, Jesus se despediu dos discípulos no Cenáculo na quinta-feira dia 13 e foi crucificado na sexta-feira dia 14, como se vê na timeline abaixo:

Holy-Week-Timeline (2)

 

A diversidade de cronologia tem suas consequências teológicas.

A Lei de Moisés menciona que os filhos de Israel imolaram o cordeiro pascal à tarde de 14 de Nisã («entre duas vésperas», diz o texto de Êxodo 12:6, isto é, entre o começo do declínio e o desaparecimento do sol, conforme os Fariseus; entre o ocaso e a noite completa, de acordo com os samaritanos), e o comessem após o pôr do sol; no dia 15 de Nisã celebraram a solenidade de Páscoa, observando então estrito repouso, equiparado ao do sábado. Ora, conforme os sinóticos, Jesus terá realmente comido a ceia pascal a 14 de Nisã e haverá sido crucificado no dia de Páscoa (15 de Nisã). Segundo o Evangelho de João, porém, a última ceia de Cristo (a 13 de Nisã) não foi a ceia de Páscoa; justamente o Senhor morreu à tarde de 14 de Nisã, quando em Jerusalém os judeus imolavam o cordeiro pascoal para consumi-lo à noite.

Contudo os argumentos derivados dos textos evangélicos em favor da cronologia sofrem contestações  que sugerem ter Jesus morrido no dia subsequente ao da sua ceia.

Na verdade, nem um nem outro dos dois Evangelistas se preocupou com precisão cronológica no caso; em consequência, não será lícito a nós atribuir sentido rigoroso às suas indicações, aumentando indevidamente as proporções de duas notícias que careciam de importância para os Evangelistas.

Ele morreu, Ele ressuscitou!

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